Algumas boas idéias simplesmente não vingam no futebol. A sorte transforma vitórias em planejamento e derrotas em péssima administração. Algumas pessoas muito bem intencionadas no meio futebolístico pagam preços altíssimos pelas suas respectivas maneiras de se encarar certas situações.
Vamos citar como um dos exemplos: Paulo César Carpeginani. Treinou um timaço do Flamengo na década de 1980 e foi campeão mundial numa partida soberana do rubro-negro. O trabalho mais marcante de Carpegiani, no entanto, se realizou com a seleção paraguaia, quando se classificou para a Copa de 1998, com um sistema defensivo sólido e que saiu do torneio para os posteriores campeões e numa partida duríssima em uma prorrogação. Atualmente, onde chega, já se antevê demissão, nenhum clube brasileiro tem a paciência necessária para que se realize um bom trabalho.
Outro cara é Émerson Leão. Seu jeito é polêmico e não escala equipes baseando-se apenas em nome. Por mais que seja reconhecido por um temperamento difícil, Leão é extremamente inteligente e articulado. Fato é que suas respostas atravessadas e algumas vezes mal-educadas, não se dirigem a perguntas sólidas, ele tem um impressionante radar que detecta segundas intensões nos interlocutores. Acredita-se que seu trabalho tem prazo de validade, mas o que pode estar ocorrendo é uma mudança de perfil dos jogadores de hoje em dia, tratado a pão-de-ló desde as categorias de base.
Há também outros tipos de dogmas, mas inversos, ou seja, suas ações são sempre muito bem vistas. Um exmeplo disso é o atacante Dagoberto e Robinho, dois jogadores de uma geração pós-2002 que não aconteceu. Ambos são extremamente mimados, acabam por se acomodarem em seus clubes e inclusive em campo e são jogadores que, no máximo, são bons coadjuvantes.
Qual o problema de serem coadjuvantes? Na verdade, nenhum. O problema é que esperava-se protagonismo por parte desses dois atletas, e pelo visto eles acreditam nisso também.
Fato é que resultado muda tudo, transforma bons trabalhos em péssimos e vice-versa...
Futebol Randômico
A necessidade de um "blá-blá-blá" com futebol
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Copas e Arbitragens
A Copa de 2002, na Coréia do Sul e no Japão, suscitou diversos protestos contra arbitragens, principalmente em jogos da Coréia do Sul e do Brasil. Na época, acreditei bastante nisso e não conseguia ver de outra forma. Hoje, penso muitas coisas diferentes, tanto pelo contexto quanto pelo avanço do tempo. É interessante faezr isso, você comprova a mudança do seu ser. Pode ser que daqui a 7 anos eu pense diferente de agora.
Alguns lances foram, acredito eu, erro mesmo, não de forma deliberada, como por exemplo o pênalti do Brasil contra a Turquia na estréia. Se virmos o lance em câmera lenta, parece que o árbitro quis ver aquele pênalti. Mas o lance não ocorreu em câmera lenta e, por essa ótica, o lance foi rápido demais, completamente passível de erro.
Por outro lado, houveram, de fato, arbitragens desastrosas, como no jogo entre Coréia do Sul e Itália. Totti, no começo do jogo se não estou enganado, deu uma cotovelada num jogador coreano e deveria ter sido expulso, e não foi. Mas ninguém fala isso. Nada como ser uma potência do futebol.
Quis, ao rememorar tudo isso, dizer que arbitragem, de fato, pode mudar um jogo. Mas e se Vieri fizesse o gol que ele perdeu bizonhamente no fim do jogo? A história seria outra, não? A má arbitragem seria derrotada. Já aconteceu jogos em que uma péssima arbitragem foi derrotada, um dos mais abruptos foi o confronto semifinal da Libertadores em 2005 entre São Paulo contra o River Plate.
Arbitragem pode mudar resultados de jogos e classificações, mas não tanto quanto pensamos.
Alguns lances foram, acredito eu, erro mesmo, não de forma deliberada, como por exemplo o pênalti do Brasil contra a Turquia na estréia. Se virmos o lance em câmera lenta, parece que o árbitro quis ver aquele pênalti. Mas o lance não ocorreu em câmera lenta e, por essa ótica, o lance foi rápido demais, completamente passível de erro.
Por outro lado, houveram, de fato, arbitragens desastrosas, como no jogo entre Coréia do Sul e Itália. Totti, no começo do jogo se não estou enganado, deu uma cotovelada num jogador coreano e deveria ter sido expulso, e não foi. Mas ninguém fala isso. Nada como ser uma potência do futebol.
Quis, ao rememorar tudo isso, dizer que arbitragem, de fato, pode mudar um jogo. Mas e se Vieri fizesse o gol que ele perdeu bizonhamente no fim do jogo? A história seria outra, não? A má arbitragem seria derrotada. Já aconteceu jogos em que uma péssima arbitragem foi derrotada, um dos mais abruptos foi o confronto semifinal da Libertadores em 2005 entre São Paulo contra o River Plate.
Arbitragem pode mudar resultados de jogos e classificações, mas não tanto quanto pensamos.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
E foi inesquecível...
O grupo de tri-campeões da Libertadores já não é mais composto por um único time. Agora o Santos é o novo integrante deste seleto grupo, ainda mais no Brasil.
É de se impressionar com a ascenção do time: em 2008 e 2009 a briga era fugir do rebaixamento no Brasileirão e, como num passe de mágica, em 2010 e 2011 são 4 títulos, sendo um inédito (Copa do Brasil) e o outro simplesmente a Libertadores, isso sem contar a receita que os novos valores santistas vão gerar com publicidade, títulos e o que mais se encontrar e se propuser. Talvez a antiga gestão e "pôfexôles" não viam o potencial do time e da marca Santos F.C. Ao jogo.
O começo foi tenso, como sempre é uma final de Libertadores. Os adversários mais se estudaram no primeiro tempo do que jogaram, criando esparsas chances de gol. O Peñarol veio claramente jogar por uma bola ou decidir nos pênaltis. Nada mais previsível, já que a característica do time nesta brilhante campanha foi a garra, a raça e o sangue-frio na tomada de decisões. Aliás, é de aplaudir em pé a campanha uruguaia, o futebol deles vai se ressurgindo e me arrisco a dizer que, em breve, voltarão às velhas conquistas. Porém, as qualidades demonstradas pelo Peñarol nesta Libertadores não foram suficientes para bater o talento santista, além da vontade de um treinador que busca a conquista há anos.
Ao fim do primeiro tempo o clima era de tensão. "E se eles encaixarem um contra-ataque e fizerem 1x0? Vamos conseguir buscar?", devia pensar o torcedor santista. Era preciso um gol logo para os ânimos se assentarem um pouco. E veio.
Neymar, em mais uma de suas genialidades abriu o placar. O gol mais importante do Santos na campanha, pois o Peñarol poderia mais ainda fazer seu jogo se encaixar à medida em que o tempo passasse. A partir daí o domínio santista se estabeleceu, até que, em uma jogada que pode muito bem ser comparada à de Carlos Alberto Torres, Danilo ampliou a contagem. O jogo tomou contornos de festa, com direito a INÚMEROS gols perdidos. Caramba, será que a torcida santista sentirá a falta de Zé Eduardo?
De repente, num lance de sorte, o Peñarol diminuiu, num cruzamento com bola desviada pelo "anti-artilheiro" em finais de Libertadores Durval (ele já havia marcado um contra quando jogava pelo Atlético-PR em 2005).
O gol saiu tarde demais, mas conseguiu empolgar o Peñarol e empurrou o Santos para a defesa, não precisou aguentar muito para o Pacaembu explodir em uma festa alvi-negra que não acontecia desde 1963, e em uma lamentável confusão que não é necessária nada mais do que esta menção.
O maior barato desta final é que todos saíram de cabeça em pé: o Santos, óbvio, pelo título e merecida festa; e o Peñarol, responsável, junto com Nacional (semifinalista da Libertadores em 2009) e seleção uruguaia (quarto colocado no Mundial de 2010, vice-campeão mundial sub-17 e campeão da Copa América em 2011), pelo ressurgimento do futebol uruguaio que, em breve, retornará aos seus velhos tempos.
O que é digno de nota são as atuações de Neymar, o craque das Américas. Incrível! 19 anos e tão protagonista numa conquista tão importante, algo que, dadas suas devidas proporções, o maior jogador atualmente (Messi) não conseguiu. O que podemos dizer? Neymar é o Messi da América do Sul ou Messi é o Neymar da Europa?
Creio que em breve ambos jogarão no mesmo nível. O que credencia Messi é o fato de ele enfrentar times mais qualificados. O que, feliz ou infelizmente, acontecerá com Neymar em breve.
Que JOGÃO teremos no Japão. Dois dos mais vitoriosos times nos últimos 2 anos. De um lado, Xavi, Iniesta e Messi; de outro, Paulo Henrique Ganso, Arouca e Neymar. Ou podemos simplesmente resumir em Messi x Neymar para decidir o melhor do mundo em 2011 ou, quiçá, simplesmente o melhor do mundo. Comparável à decisão de 1962, em que houve o duelo Pelé x Eusébio.
Será imperdível e inesquecível.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
E a grande final será inesquecível...
Nesta semana conhecemos os finalista da Libertadores 2011, e não poderia ter sido mais clássica...
Santos x Peñarol, um jogo de MUITA história, com dois times de histórias invejáveis e foi a decisão de 1962, vencida pelo Santos no Monumental de Nuñez.
Impossível dizer o que pode acontecer, o Santos está num bom momento com um Neymar iluminadíssimo. Aliás, campeão ou não, Neymar alcança um novo patamar, por toda diferença que ele fez para o Santos nesta sempre tão dura competição. Infelizmente, a imprensa e a torcida brasileira não enxergam isso, se é Messi fazendo na UEFA Champions League o que Neymar está fazendo na Libertadores...
A Libertadores pode não ter os times mais brilhantes do mundo, muito embora o jogo para os europeus é sempre muito duro no Mundial (e não venha me dizer que eles não ligam, por que é mentira, vi o Barcelona comemorar como um louco em 2009, mais até do que quando ganhou a UCL), mas tem a maior concentração de times "encardidos" do mundo. Não tem jogo fácil em Libertadores, principalmente nas fases mais agudas e conforme se afunila, os jogos vão ficando mais duros.
Vale dizer que este blogueiro acertou apenas 50% das previsões que fez e ficou muito feliz por isso pois torceu como um louco "hincha" do Peñarol para que essa final histórica acontecesse. No final do jogo de ontem não faltavam motivo para choro, a comoção com a torcida do Vélez que chorava copiosamente pela dramática desclassificação com direito a pênalti perdido, a emoção com o ressurgimento do futebol uruguaio, a comoção com a apaixonada torcida aurinegra que via seu time voltar a uma final após 24 anos (idade deste blogueiro).
Me digo incapaz de fazer QUALQUER prognótico deste jogo, o Santos está bem e, tecnicamente, é superior, mas o Peñarol equilibrou TODOS os jogos na raça, na superação, na marcação e na eficiência. Torceria pelo Peñarol, para o ressurgimento do futebol uruguaio e pela possibilidade de um campeão mundial de superação. Seria MUITO positivo pro futebol mundial que o Uruguai voltasse a figurar entre os principais centros de futebol do mundo. Vale lembrar que em 2009 tivemos o Nacional na semi-final, em 2010 a seleção uruguaia voltou a figurar entre os quatro melhores times de um Mundial e agora em 2010 temos o Peñarol numa final. Mas torço para o Santos, pois quero ver no final do ano Barcelona x Santos no Mundial, jogo este que pretendo blogar sobre mais pra frente, se tudo der certo para o alvinegro da Vila.
Já é inesquecível...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
E começa o campeonato mais sensacional do país
Começou o campeonato mais sensacional do país, o Brasileirão. Competição disputada desde 1959 e que passou por diversas fórmulas (a exemplo de muitos países europeus, que ninguém se engane), apenas a partir de 2003 passou para os pontos corridos, o sistema de disputa que premia o melhor trabalho e que funciona a longo prazo. O que mais nos traz esperança neste tipo de campeontao é que ele mude a mentalidade do futebol brasileiro, nos fazendo evoluir.
Uma prova dessa evolução é que o discurso de que temos 12 times grandes disputando o campeonato está se esvaziando. Nunca acreditei nisto, o mata-mata é enganoso, ele pode destruir bons trabalhos e legitimar trabalhos ruins, como muito tivemos por aqui. Creio que temos, se muito, 5 times disputando, de fato o título.
Estamos construindo uma nova elite constituída por Grêmio, Internacional, São Paulo, Santos e Cruzeiro. Estes times sempre estiveram disputando o campeonato, o resto ganhou quando houveram ou resultados contaminados ou deram sorte. E assim, possivelmente, será constituído nosso campeonato daqui em diante.
Para este campeonato eu divido os times da seguinte forma: lutam para não cair (times que já seriam heróicos por se manter na primeira divisão), limbo (times que não cairão, não serão campeões e não irão para a Libertadores - 2012, talvez belisquem uma Sul-Americana), Sul-Americana (times que podem ir pra Sul-Americana, e que talvez belisquem uma Libertadores), Libertadores (times que podem ir para a Libertadores) e postulantes ao título.
Ontem ocorreu a primeira rodada, minha idéia era postar isso antes dela acontecer, mas não foi possível, mas aí vai.
Lutam para não cair: Avaí, América (MG), Atlético (GO), Bahia, Figueirense e Atlético (PR). Os 4 primeiros aqui citados são os favoritos para tal situação.
Limbo: Ceará, Botafogo (RJ), Atlético (MG). Ainda acrescento o Figueirense e o Atlético (PR), não creio que ambos caiam. Arrisco a dizer que os dois primeiros e os dois últimos citados são favoritos para tal situação.
Sul-Americana: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Coritiba, corintians, Palmeiras, Santos e Grêmio. Este último eu não colocaria neste grupo, mas diferentes circunstâncias me forçam para tal. O Grêmio está com um time ruim mesmo.
Libertadores e título: Santos, Internacional, Cruzeiro, São Paulo. Este grupo está imprevisível, mas intrínseco um ao outro. Sim, o Santos está em dois grupos diferentes, dependerá do seu futuro na Libertadores deste ano: se campeão, entra na Sul-Americana; se não, entra neste grupo. O Cruzeiro é o menos favorito, pela falta de poder decisivo de seu clube nos últimos tempos, mas é time de chegada. O São Paulo se incluirá, de fato, neste grupo, se resolver crises internas. O Internacional tem um bom time.
Indo na onda que está se propagando, vou me arriscar na posição de cada clube no campeonato. É um mero chute:
1 - São Paulo (se resolver crises internas)
2 - Cruzeiro
3 - Internacional
4 - Palmeiras
5 - Vasco da Gama
6 - Flamengo
7 - Atlético (MG)
8 - corintians
9 - Grêmio
10 - Coritiba
11 - Fluminense
12 - Santos
13 - Atlético (PR)
14 - Botafogo (RJ)
15 - Ceará
16 - Figueirense
17 - Avaí
18 - Atlético (GO)
19 - América (MG)
20 - Bahia
É um chute, errarei em muitas posições, mas no fim do ano faremos um balanço.
Será inesquecível.
Uma prova dessa evolução é que o discurso de que temos 12 times grandes disputando o campeonato está se esvaziando. Nunca acreditei nisto, o mata-mata é enganoso, ele pode destruir bons trabalhos e legitimar trabalhos ruins, como muito tivemos por aqui. Creio que temos, se muito, 5 times disputando, de fato o título.
Estamos construindo uma nova elite constituída por Grêmio, Internacional, São Paulo, Santos e Cruzeiro. Estes times sempre estiveram disputando o campeonato, o resto ganhou quando houveram ou resultados contaminados ou deram sorte. E assim, possivelmente, será constituído nosso campeonato daqui em diante.
Para este campeonato eu divido os times da seguinte forma: lutam para não cair (times que já seriam heróicos por se manter na primeira divisão), limbo (times que não cairão, não serão campeões e não irão para a Libertadores - 2012, talvez belisquem uma Sul-Americana), Sul-Americana (times que podem ir pra Sul-Americana, e que talvez belisquem uma Libertadores), Libertadores (times que podem ir para a Libertadores) e postulantes ao título.
Ontem ocorreu a primeira rodada, minha idéia era postar isso antes dela acontecer, mas não foi possível, mas aí vai.
Lutam para não cair: Avaí, América (MG), Atlético (GO), Bahia, Figueirense e Atlético (PR). Os 4 primeiros aqui citados são os favoritos para tal situação.
Limbo: Ceará, Botafogo (RJ), Atlético (MG). Ainda acrescento o Figueirense e o Atlético (PR), não creio que ambos caiam. Arrisco a dizer que os dois primeiros e os dois últimos citados são favoritos para tal situação.
Sul-Americana: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Coritiba, corintians, Palmeiras, Santos e Grêmio. Este último eu não colocaria neste grupo, mas diferentes circunstâncias me forçam para tal. O Grêmio está com um time ruim mesmo.
Libertadores e título: Santos, Internacional, Cruzeiro, São Paulo. Este grupo está imprevisível, mas intrínseco um ao outro. Sim, o Santos está em dois grupos diferentes, dependerá do seu futuro na Libertadores deste ano: se campeão, entra na Sul-Americana; se não, entra neste grupo. O Cruzeiro é o menos favorito, pela falta de poder decisivo de seu clube nos últimos tempos, mas é time de chegada. O São Paulo se incluirá, de fato, neste grupo, se resolver crises internas. O Internacional tem um bom time.
Indo na onda que está se propagando, vou me arriscar na posição de cada clube no campeonato. É um mero chute:
1 - São Paulo (se resolver crises internas)
2 - Cruzeiro
3 - Internacional
4 - Palmeiras
5 - Vasco da Gama
6 - Flamengo
7 - Atlético (MG)
8 - corintians
9 - Grêmio
10 - Coritiba
11 - Fluminense
12 - Santos
13 - Atlético (PR)
14 - Botafogo (RJ)
15 - Ceará
16 - Figueirense
17 - Avaí
18 - Atlético (GO)
19 - América (MG)
20 - Bahia
É um chute, errarei em muitas posições, mas no fim do ano faremos um balanço.
Será inesquecível.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Já temos os quatro melhores times da América do Sul em 2011
E assim a Libertadores vai chegando ao fim: participantes com nível técnico melhor do que nos últimos anos, equilíbrio creio que até o fim, partidas memoráveis, recuperações e decadências. Fazendo um balanço das quartas-de-final, este blogueiro se saiu melhor, com 75% de aproveitamento de acerto, errando justamente por, levianamente, não acreditar na mística da fênix do futebol. Até o momento, temos quatro times na disputa pelo título mais desejado DAS AMÉRICAS (sim, das Américas, a América do Norte e Central gostariam de ter esse prestígio): um argentino, um brasileiro, um paraguaio e um uruguaio, os países com mais tradição no futebol das Américas. Analisando já nas quartas, achava grande a possibilidade de uma final Brasil x Argentina, e é isso o que tendencia se confirmar.
O Peñarol já foi longe demais, o que é extremamente positivo para a ressurreição do futebol celeste, já são três semi-finais consecutivas em três anos: em 2009 e 2011 times uruguaios nas semi-finais de Libertadores, e no Mundial de 2010, uma semi-final que não acontecia havia 40 anos. Repito: algo muito bom está acontecendo no futebol uruguaio.
Vamos aos confrontos, seguindo o já estabelecido padrão:
Será inesquecível.
O Peñarol já foi longe demais, o que é extremamente positivo para a ressurreição do futebol celeste, já são três semi-finais consecutivas em três anos: em 2009 e 2011 times uruguaios nas semi-finais de Libertadores, e no Mundial de 2010, uma semi-final que não acontecia havia 40 anos. Repito: algo muito bom está acontecendo no futebol uruguaio.
Vamos aos confrontos, seguindo o já estabelecido padrão:
- Santos x Cerro Porteño
- Peñarol x Vélez Sarsfield
Será inesquecível.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Libertadores se afunila
Para começar, este blogueiro começa fazendo um balanço dos confrontos das oitavas-de-final da Libetadores por ele projetado:
Dos 8 confrontos, acertei 4 dos classificados. Errei duas zebras e dois confrontos imprevisíveis. É impressionante como os times brasileiros não sabem jogar Libertadores. O jogo só acaba quando termina e a maioria esmagadora não sabe disso. Quando surge um time com talento abaixo da crítica mas que joga como "gente grande" os times brasileiros, mesmo com talento mediano ou até acima tremem. Isso também pode simbolizar a decadência do futebol brasileiro há tanto tempo neste espaço observado.
Vai começar as quartas-de-final e, para manter minha fama de sistêmico, farei do mesmo jeito das oitavas a análise:
A Libertadores se afunila e vai ficando cada vez mais emocionante. Temos ainda na disputa um time brasileiro, um time colombiano, um time mexicano, um time argentino, um time uruguaio, um time chileno e dois paraguaios. Se os dois times paraguaios passarem, se enfrentarão na semi-final. Temos 7 países disputando a taça da competição mais difícil e charmosa do mundo. Que seja inesquecível.
Dos 8 confrontos, acertei 4 dos classificados. Errei duas zebras e dois confrontos imprevisíveis. É impressionante como os times brasileiros não sabem jogar Libertadores. O jogo só acaba quando termina e a maioria esmagadora não sabe disso. Quando surge um time com talento abaixo da crítica mas que joga como "gente grande" os times brasileiros, mesmo com talento mediano ou até acima tremem. Isso também pode simbolizar a decadência do futebol brasileiro há tanto tempo neste espaço observado.
Vai começar as quartas-de-final e, para manter minha fama de sistêmico, farei do mesmo jeito das oitavas a análise:
- Once Caldas x Santos:
- Jaguares x Cerro Porteño:
- Libertad x Vélez Sarsfield:
- Peñarol x Universidad Católica:
A Libertadores se afunila e vai ficando cada vez mais emocionante. Temos ainda na disputa um time brasileiro, um time colombiano, um time mexicano, um time argentino, um time uruguaio, um time chileno e dois paraguaios. Se os dois times paraguaios passarem, se enfrentarão na semi-final. Temos 7 países disputando a taça da competição mais difícil e charmosa do mundo. Que seja inesquecível.
terça-feira, 26 de abril de 2011
E começa PRA VALER a Libertadores!
Eu iria escrever este post antes, mas obrigações acadêmicas me impediram da execução de tal tarefa, mas enfim...
Estou acompanhando neste exato momento Grêmio x Universidad Católica. Antes do jogo fiquei ressabiado, estava muito na cara que daria um GreNal. Já vi jogos da Universidad Católica e vi um time bem "encardido", difícil de ser batido. Meus prognósticos não estavam tão enganados: não teremos um GreNal, uma vez que o Grêmio já tomou dois gols em casa e está perdendo. Pode até ganhar, mas no Chile, será muito difícil de segurar. Me atrevo a cravar o Universidad Católica como classificado.
A parte deste jogo, a fase eliminatória vai começar. É quando, raras algumas exceções, a Libertadores começa de fato, mas raras algumas exceções, também há confrontos de fácil prognóstico. Vamos segmentar os confrontos, para facilitar a visualização:
Bom, essas são impressões, estou passível de erro. Estou me apoiando em outro momento destes times, vamos ver se isso se confirmará. Tomara que seja inesquecível.
Estou acompanhando neste exato momento Grêmio x Universidad Católica. Antes do jogo fiquei ressabiado, estava muito na cara que daria um GreNal. Já vi jogos da Universidad Católica e vi um time bem "encardido", difícil de ser batido. Meus prognósticos não estavam tão enganados: não teremos um GreNal, uma vez que o Grêmio já tomou dois gols em casa e está perdendo. Pode até ganhar, mas no Chile, será muito difícil de segurar. Me atrevo a cravar o Universidad Católica como classificado.
A parte deste jogo, a fase eliminatória vai começar. É quando, raras algumas exceções, a Libertadores começa de fato, mas raras algumas exceções, também há confrontos de fácil prognóstico. Vamos segmentar os confrontos, para facilitar a visualização:
- Once Caldas x Cruzeiro:
- Vélez Sarsfield x LDU:
- Santos x América (Mex):
- Jaguares x Junior Barranquilla:
- Estudiantes x Cerro Porteño:
- Peñarol x Internacional:
- Fluminense x Libertad:
Bom, essas são impressões, estou passível de erro. Estou me apoiando em outro momento destes times, vamos ver se isso se confirmará. Tomara que seja inesquecível.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Rogério: 100ni ou só um?
Geralmente, quando jogadores ficam mais do que duas temporadas como reserva, pedem, ou são postos, para serem negociados. Rogério Ceni foi reserva de Zetti por cerca de dez anos e não foi. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Após perder a Copa do Brasil de 2000 no último minuto e não conseguir, naquele momento, seu sonho de disputar uma Libertadores pelo São Paulo, muitos jogariam a toalha, iriam para outro clube respirar novos ares. Ele não. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Após desentendimento com uma diretoria de gente que nunca deveria ter assumido o São Paulo, muitos jogadores pediriam para serem negociados para trabalhar com outras pessoas. Mas ele não. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Após perder a Libertadores de 2004, muitos jogadores "pediriam pra sair". Mas ele não. Persistiu até o fim e foi campeão estadual, três vezes nacional, continental e do mundo. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
A maioria dos goleiros se contentam em defender e não sabem jogar com os pés. Ele chegava mais cedo no treino e treinava demais. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Um jogador que ganhou tudo e não para de chegar antes pra treinar e se apresenta antes da data marcada, para ganhar tudo de novo. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Um goleiro, um homem, diversos títulos, 965 partidas disputadas apenas com uma camisa e 100 gols, ingredientes suficiente para se fazer um grande mito.
Parabéns a Rogério Ceni, um caso único no futebol.
Após perder a Copa do Brasil de 2000 no último minuto e não conseguir, naquele momento, seu sonho de disputar uma Libertadores pelo São Paulo, muitos jogariam a toalha, iriam para outro clube respirar novos ares. Ele não. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Após desentendimento com uma diretoria de gente que nunca deveria ter assumido o São Paulo, muitos jogadores pediriam para serem negociados para trabalhar com outras pessoas. Mas ele não. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Após perder a Libertadores de 2004, muitos jogadores "pediriam pra sair". Mas ele não. Persistiu até o fim e foi campeão estadual, três vezes nacional, continental e do mundo. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
A maioria dos goleiros se contentam em defender e não sabem jogar com os pés. Ele chegava mais cedo no treino e treinava demais. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Um jogador que ganhou tudo e não para de chegar antes pra treinar e se apresenta antes da data marcada, para ganhar tudo de novo. Por que? Por que ele é Rogério Ceni.
Um goleiro, um homem, diversos títulos, 965 partidas disputadas apenas com uma camisa e 100 gols, ingredientes suficiente para se fazer um grande mito.
Parabéns a Rogério Ceni, um caso único no futebol.
domingo, 27 de março de 2011
Seleção? Tô fora, vou de curling...
Vi de relance o jogo do Brasil nesta preguiçosa manhã de domingo. Assisti com mais afinco ao campeonato mundial de curling, um esporte novo para mim mas que desperta muita curiosidade. Que coisa, não? Um jogo de curling ser mais atraente do que o jogo da Seleção... Da Seleção pentacampeã do mundo, de tantos craques e onde atuam jogadores de times do Brasil também? Pois é, sinal dos tempos (ou do fim dele). A Seleção já não é mais tão bem quista há tempos, tivemos um lampejo com Dunga, e que não rendeu título, por que já não temos mais craques como tínhamos.
Como posso assistir um jogo da Seleção com Jádson nos onze inicial? Como posso aturar André Santos de lateral-esquerdo? Jonas em campo? Um meio-de-campo que poderia ser Lucas (do São Paulo, o do Liverpool é operário demais), Ganso, Sandro e Elano não é usado? Difícil de se engolir. Isso sem contar nos jogadores que são empresariados pelo mesmo agente do técnico e que, muito se sabe, não tem cancha de aguentar o peso da amarelinha. Técnico este que, por sinal, chegou lá sendo plano B e obedecendo favores políticos.
Para mim é bem nítido uma coisa: após o fiasco nas Olimpíadas de 2012, o atual técnico cai e Leonardo é chamado, que por sinal, como técnico, teve conquistas muito mais relevantes do que do atual técnico, afinal, classificar-se para as quartas-de-final da Champions League valeu MUITO MAIS do que dois títulos da segunda divisão do Brasileirão, um da Copa do Brasil onde não participaram times que estavam na Libertadores e três títulos dos decrépitos estaduais.
É esperar pra ver...
Como posso assistir um jogo da Seleção com Jádson nos onze inicial? Como posso aturar André Santos de lateral-esquerdo? Jonas em campo? Um meio-de-campo que poderia ser Lucas (do São Paulo, o do Liverpool é operário demais), Ganso, Sandro e Elano não é usado? Difícil de se engolir. Isso sem contar nos jogadores que são empresariados pelo mesmo agente do técnico e que, muito se sabe, não tem cancha de aguentar o peso da amarelinha. Técnico este que, por sinal, chegou lá sendo plano B e obedecendo favores políticos.
Para mim é bem nítido uma coisa: após o fiasco nas Olimpíadas de 2012, o atual técnico cai e Leonardo é chamado, que por sinal, como técnico, teve conquistas muito mais relevantes do que do atual técnico, afinal, classificar-se para as quartas-de-final da Champions League valeu MUITO MAIS do que dois títulos da segunda divisão do Brasileirão, um da Copa do Brasil onde não participaram times que estavam na Libertadores e três títulos dos decrépitos estaduais.
É esperar pra ver...
segunda-feira, 21 de março de 2011
Qual o futebol moderno?
Acho engraçado parar pra analisar os últimos anos do futebol. No final dos anos 90 e início dos anos 2000 tivemos a emergência de alguns times europeus que realmente se configuraram com elencos bons e eram muito difíceis de serem batidos por quem hoje os bate e massacra. Exemplos é o que não faltam: a Lazio campeã italiana de 99/00 (na última rodada, por sinal); o Parma campeão da UEFA em 98/99; o Valência chegando em duas finais seguidas de Champions League nos anos de 2000 e 2001 e campeão da Espanha em duas oportunidades na década (coisa que dificilmente veremos nos anos 2010); o La Coruña beliscando um título nacional e o Real Sociedad quase beliscando outro; o Chievo surgindo como o "São Caetano" da Itália (demonstrando que, pelo exemplo citado, não foi um fenômeno restrito à Europa), enfim, uma infinidade de exemplos que posso fazer trocentos posts a respeito, mas que entender-se-à em breve o que se quer dizer. Esses clubes hoje fazem parte do segundo escalão de seus campeonatos nacionais e internacionais também.
Alguns foram por causa de uma boa geração de jogadores que simplesmente esgotou-se em renovação (coloco neste patamar o La Coruña, o Real Sociedad e o Valência), o time se iluminou uma temporada ou duas e pronto, basta!
Outros foram por causa de uma ENORME crise no futebol mundial. E quando enfatizo a condição de grandeza dessa crise, digo que ela fugiu do âmbito econômico e atingiu o âmbito de recursos humanos. Enquanto não havia nem dinheiro e nem talento, os times grandes se equipararam aos times pequenos, o que tornou a missão mais fácil. Lembro da contratação pela Internazionale do brasileiro Eriberto (ou seria Luciano?). Podia estar num bom momento, mas é óbvio que não tinha bola para ajudar a Internazionale. Coloco neste caso o Chievo.
O último caso eu reservei para o final. Outros clubes simplesmente pararam em decorrência de seus parceiros econômicos terem falido. De uma hora para outra deixaram de serem protagonistas em seus campeonatos e assumiram papel de coadjuvantes e até postulantes ao rebaixamento. Como o torcedor lida com essa mudança abrupta e radical de pretensões? Coloco neste caso os demais times citados, como Parma, Lazio e até a Fiorentina, que não havia sido citada mas que aqui aproveito para evocar.
Aqui encerro o post perguntando se o clube se torna uma empresa é tão vantajoso assim, se isso é proveitoso para o clube, o torcedor e a empresa. O futebol é para ser moderno? Digo mais, isto é futebol moderno?
quinta-feira, 10 de março de 2011
Covardia e/ou burrice londrina foi decisiva
Assisti ao jogo do Camp Nou desta terça-feira. Antes tivesse sido um jogo.
O que se viu foi um treino de ataque contra defesa. Há quem diga que o placar foi apertado, apenas por um gol o Barcelona classificou-se. Mas o que se viu em campo foi um massacre. Ainda não soube apontar a causa do ocorrido, não sei se foi a falta de grandeza e inteligência do Arsenal ou a tenacidade do Barcelona. Fato é que o Barcelona apertou o jogo inteiro rumo ao gol, com objetividade.
Uma coisa não podemos negar: o Arsenal fez uma partida covarde e burra. Covarde por não ter atacado e ter se retrancado o jogo inteiro e burra por ter tido o contra-ataque em dois momentos do jogo e não ter se aproveitado da situação, além da expulsão do grossíssimo atacante Van Persie. Muitos falam de rigor, mas os dois cartões foram da inteligência do cérebrinho londrino. Mais uma vez o Arsenal não consegue crescer na hora em que precisa alçar voos maiores...
O que se viu foi um treino de ataque contra defesa. Há quem diga que o placar foi apertado, apenas por um gol o Barcelona classificou-se. Mas o que se viu em campo foi um massacre. Ainda não soube apontar a causa do ocorrido, não sei se foi a falta de grandeza e inteligência do Arsenal ou a tenacidade do Barcelona. Fato é que o Barcelona apertou o jogo inteiro rumo ao gol, com objetividade.
Uma coisa não podemos negar: o Arsenal fez uma partida covarde e burra. Covarde por não ter atacado e ter se retrancado o jogo inteiro e burra por ter tido o contra-ataque em dois momentos do jogo e não ter se aproveitado da situação, além da expulsão do grossíssimo atacante Van Persie. Muitos falam de rigor, mas os dois cartões foram da inteligência do cérebrinho londrino. Mais uma vez o Arsenal não consegue crescer na hora em que precisa alçar voos maiores...
terça-feira, 1 de março de 2011
Leões banguelas, or not?
O Arsenal é um time que me intriga. Desde que comecei a acompanhar com mais afinco o futebol dos times ingleses vejo o Arsenal montar times jovens, rápidos, com bom toque de bola e ofensivo, além de contar com um técnico de longa data, o que favorece o conjunto, mas me lembro de poucas vezes ter se caracterizado como um time vencedor de competições de grandeza, no mínimo, nacional. Na verdade, lembro-me apenas de alguns títulos ingleses, mas mesmo assim, costumo associar a campanha ao Manchester United.
Acho que falta ao time, justamente, experiência de um veterano que saiba cadenciar o jogo, alguns adversários do Arsenal realmente preferem jogar contra um time veloz.
Lembro-me de algumas vezes que o Arsenal encaixava campanhas ótimas, ficando pau-a-pau com os líderes Chelsea, Liverpool ou Manchester United, mas no confronto direto, que era para decidir uma posição melhor, o time apagava e fazia um jogo completamente apático. Isso quando não conseguia um empate e dependia de uma vitória contra um time pequeno para assumir a primeira posição e nada de vitória. O leão corria, alcançava a presa mas, na hora de abocanhá-la, estava banguela.
Comparo a situação à do Cruzeiro, aqui do Brasil. E o mais emblemático são a final da Libertadores de 2009 e o campeonato brasileiro de 2008. Lembro-me que o time estava para assumir as primeiras posições num jogo contra o ascendente São Paulo desfalcado e perdeu de 2x0, não foi capaz de conseguir um empate. Algumas rodadas depois, quando ainda estava um pouco acima e podia, de forma provisória, assumir a liderança, pegou o desesperado Náutico nos Aflitos e...tomou uma traolitada de 5x2.
Ambos os times sempre estão disputando as primeiras posições e campeonatos internacionais, são dos poucos que não me lembro amargar uma fase realmente terrível, mas ambos precisam descobrir a fórmula dos grandes campeões para dar um salto e se configurarem, de fato, entre os grandes de seus continentes, ou até se enfrentarem num Mundial.
Pensando bem, melhor não, quem perdesse seria tachado de amarelão.
Só pra ressaltar, o Cruzeiro é grande, sempre foi, mas de uns tempos para cá se apequenou em decisões.
Acho que falta ao time, justamente, experiência de um veterano que saiba cadenciar o jogo, alguns adversários do Arsenal realmente preferem jogar contra um time veloz.
Lembro-me de algumas vezes que o Arsenal encaixava campanhas ótimas, ficando pau-a-pau com os líderes Chelsea, Liverpool ou Manchester United, mas no confronto direto, que era para decidir uma posição melhor, o time apagava e fazia um jogo completamente apático. Isso quando não conseguia um empate e dependia de uma vitória contra um time pequeno para assumir a primeira posição e nada de vitória. O leão corria, alcançava a presa mas, na hora de abocanhá-la, estava banguela.
Comparo a situação à do Cruzeiro, aqui do Brasil. E o mais emblemático são a final da Libertadores de 2009 e o campeonato brasileiro de 2008. Lembro-me que o time estava para assumir as primeiras posições num jogo contra o ascendente São Paulo desfalcado e perdeu de 2x0, não foi capaz de conseguir um empate. Algumas rodadas depois, quando ainda estava um pouco acima e podia, de forma provisória, assumir a liderança, pegou o desesperado Náutico nos Aflitos e...tomou uma traolitada de 5x2.
Ambos os times sempre estão disputando as primeiras posições e campeonatos internacionais, são dos poucos que não me lembro amargar uma fase realmente terrível, mas ambos precisam descobrir a fórmula dos grandes campeões para dar um salto e se configurarem, de fato, entre os grandes de seus continentes, ou até se enfrentarem num Mundial.
Pensando bem, melhor não, quem perdesse seria tachado de amarelão.
Só pra ressaltar, o Cruzeiro é grande, sempre foi, mas de uns tempos para cá se apequenou em decisões.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A queda de Adílson
A demissão de Adílson pegou a todos de surpresa. Soube enquanto assistia a Paulista x Mirassol. A diretoria achou a pobreza do futebol em apenas algumas rodadas de paulistinha e uma de Libertadores inadmissível e resolveu por demití-lo, sem ter, aparentemente, um substituto, embora alegue pressa. Todos saíram perdendo: Adílson se desvalorizou perante o mercado após passagens frustrantes por outro time alvinegro de São Paulo e pelo Santos e o próprio Santos perdeu ao ter de recomeçar o planejamento da temporada no começo da mesma. O projeto da terceira estrela do time santista começa a ficar um pouco mais longe.
De fato, o futebol apresentado contra o Táchira não foi dos mais brilhantes, embora tenha sido com cara de Libertadores, um futebol mais operário e que se embasa na eficiência, coisa que faltou nas oportunidades criadas pelo Santos. Se aquele jogo terminasse nem que fosse 1x0, me arrisco a dizer que Adílson não cairia. Vale ressaltar que o Adílson, de fato, NUNCA dirigiu o time completo do Santos e nem com a maioria dos jogadores em totais condições, então não é possível avaliar sua passagem pelo glorioso alvinegro praiano.
A que se lamentar para os dois lados, parecia-se desenhar uma promissora e duradoura relação entre Adílson e Santos, o estilo do técnico encaixava como uma luva no time.
Há que se atentar para o calendário do futebol brasileiro. Ele teria alguma participação nessa oscilação tremenda de todas as equipes?
De fato, o futebol apresentado contra o Táchira não foi dos mais brilhantes, embora tenha sido com cara de Libertadores, um futebol mais operário e que se embasa na eficiência, coisa que faltou nas oportunidades criadas pelo Santos. Se aquele jogo terminasse nem que fosse 1x0, me arrisco a dizer que Adílson não cairia. Vale ressaltar que o Adílson, de fato, NUNCA dirigiu o time completo do Santos e nem com a maioria dos jogadores em totais condições, então não é possível avaliar sua passagem pelo glorioso alvinegro praiano.
A que se lamentar para os dois lados, parecia-se desenhar uma promissora e duradoura relação entre Adílson e Santos, o estilo do técnico encaixava como uma luva no time.
Há que se atentar para o calendário do futebol brasileiro. Ele teria alguma participação nessa oscilação tremenda de todas as equipes?
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Cartolagem NUNCA!
Vou aproveitar o momento para dizer uma vez só: esse blog JAMAIS falará de cartolagem. Futebol, para mim, é dentro do campo. O máximo que sai dele, são questões que tangem arbitragem, mudanças táticas e clima de estádio. Só para elucidar também que não é por eu ser um alienado (palavra que, infelizmente, muitos não sabem usar), um conformado com a situação. Acho sim que o tema deve ser DURAMENTE debatido, mas se eu fosse me empenhar em falar disso, eu faria um blog policial, não esportivo, além de deixar o leitor e eu vomitando até as vísceras tamanha a nojeira em que se encontra a situação.
E aproveito para dizer que esse será meu único momento de incoerência, sempre que você procurar por cartolagem aqui, só virá esse post, ou seja, alguma vez falei desses seres humanos indignos de qualquer atenção.
E aqui vai uma frase muito popular desse blog: "Se isso não é um sintoma da nossa decadência, o que será?"
E aproveito para dizer que esse será meu único momento de incoerência, sempre que você procurar por cartolagem aqui, só virá esse post, ou seja, alguma vez falei desses seres humanos indignos de qualquer atenção.
E aqui vai uma frase muito popular desse blog: "Se isso não é um sintoma da nossa decadência, o que será?"
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
O fim de uma bela história
Foi belo enquanto durou. Uma história de talento, dores e superação. Ronaldo encerrou a carreira de um jeito melancólico, sem aquele último lampejo que nos faz suspirar de maneira que nos tatue na memória uma última imagem dos bons tempos. Ronaldo parou muito acima do peso e digamos que de certa forma ele saiu pela porta dos fundos, uma vez que não levantou nenhum caneco para se despedir ou saiu de uma boa temporada mesmo que sem títulos. Ele apresentou bom futebol no primeiro semestre de 2009 e só, parou por ali, apenas com lapsos do que ele já foi um dia em alguns momentos bem diluídos pelo segundo semestre de 2009, por todo 2010 e por dois meses em 2011. Para ter um certo prestígio resgatado, deveria ter parado depois do primeiro semestre de 2009, mas contratos de marketing e sabe-se lá qual fator mais o impediram de tal fato. Mas o que ocorreu foi a aposentadoria de um atleta muito vencedor e sofredor, uma vez que teve de superar diversas dores, contusões e cirurgias. Ronaldo foi um dos maiores atacantes do futebol brasileiro, juntou-se a um seleto grupo que compões, por exemplo, Careca e Romário, que o torcedor, ao ver um atacante do seu time perder um gol feito pensar "puxa, o Ronaldo não perderia esse gol". Não há lamentos na parada de Ronaldo a não ser a falta de motivação do atleta em se preparar em alguns momentos, como o excesso de peso, as noitadas e o álcool. Mas o que se viu em campo, em muitos momentos, foi um fenômeno da bola.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Está valendo a fase de grupos da Libertadores-2011
Mais uma Libertadores está começando (pelo menos a fase de grupos). A competição tem uma atmosfera única. Sim, é MUITO desorganizado (principalmente quando comparamos com a UEFA Champions League), acontecem coisas insólitas como a mudança do regulamento, participam times de outros continentes e outras bagunças à la sulamericana, mas é uma competição dificílima e de muito prestígio, além de ser uma alegria única para o vencedor.
Particularmente falando, é minha competição favorita. Pelo clima das partidas, pela rivalidade feroz que ela gera e pelas histórias maravilhosas que ela proporciona.
Nessa Libertadores temos times brasileiros muito fortes para a disputa do título, mas nem todos vão longe na competição. Vamos por tópicos:
- Fluminense: entra como campeão brasileiro e só. O técnico é um fracasso em fases mais agudas da competição (vide os fracassos que teve com o São Paulo), o time vive com peças importantes contundidas e caiu num grupo casca grossa, dois times que são fortes em casa e uma complicada e desagradável viagem ao México. Pode chegar à fase eliminatória e, a partir daí, é possível acreditar no naufrágio tricolor pela falta de habilidade de seu treinador neste tipo de competição. Na minha opinião, cai nas quartas;
- Internacional: vai entrar motivado para tentar apagar o fracasso do Mundial de Clubes. Tem um bom time e com conjunto e um bom técnico (fez os melhores trabalhos nos brasileirões de 2007/2008/2009). Pode chegar nas semi-finais, talvez não vá mais longe pela perda de algumas peças. Na minha opinião, cai nas semi;
- Grêmio: o menos talentoso dos brasileiros, mas talvez o que mais sabe usar o fator casa, além de ter um antigo ídolo da torcida no banco. Por ironia, caiu no grupo mais fácil entre os brasileiros. Pode chegar nas quartas, o fator casa pode não ser suficiente para chegar em fases mais agudas. Na minha opinião, cai nas quartas em partidas dramáticas. Gostaria de ver um confronto em mata-mata contra o Internacional;
- Cruzeiro: tem um time muito consistente, que joga junto há um bom tempo, mas que peca na hora de ser incisivo para decidir, lembrando-se da final da Libertadores de 2009. Cuca tem a Libertadores engasgada após ele ter sido roubado pela arbitragem em 2004, isso pode ser um fator extra a motivá-lo. Pode chegar na semi. Na minha opinião, chega nas semi e será eliminado devido à falta de agressividade para decidir;
- Santos: o mais talentoso, caiu num grupo relativamente fácil, tem um bom grupo de jogadores e um técnico bom que necessita de títulos. É um dos grandes favoritos dessa Libertadores, por todo o investimento que rodeia a equipe. Tem MUITO time para chegar na final e fazer dois confrontos históricos com quem quer que seja. Na minha opinião, chega na final, mas não ouso em falar que será o campeão.
Vale lembrar que este blog sempre fará força para não cometer o famoso "pachequismo" de achar que todos os times brasileiros são favoritos contra quem quer que seja. Teremos times muito bons na disputa dessa Libertadores, como os sempre complicados times colombianos, o tradicional Nacional-URU, o bom time do Vélez Sarsfield, uma LDU que aprendeu a disputar a competição e um Estudiantes-ARG que, contornando o problema com Sabella, pode ir muito longe na competição, além de outros times que podem pintar como surpresa e Independiente-ARG e Peñarol-URU que podem se arriscar a recuperar o prestígio perdido.
Meu único lamento são as ausências de Boca Juniors-ARG, River Plate-ARG e São Paulo pelas históricas participações dessas equipes no torneio, mas muito provavelmente essas equipes não fizeram por onde merecer a vaga na importante competição continental.
Que comece e seja inesquecível...
Particularmente falando, é minha competição favorita. Pelo clima das partidas, pela rivalidade feroz que ela gera e pelas histórias maravilhosas que ela proporciona.
Nessa Libertadores temos times brasileiros muito fortes para a disputa do título, mas nem todos vão longe na competição. Vamos por tópicos:
- Fluminense: entra como campeão brasileiro e só. O técnico é um fracasso em fases mais agudas da competição (vide os fracassos que teve com o São Paulo), o time vive com peças importantes contundidas e caiu num grupo casca grossa, dois times que são fortes em casa e uma complicada e desagradável viagem ao México. Pode chegar à fase eliminatória e, a partir daí, é possível acreditar no naufrágio tricolor pela falta de habilidade de seu treinador neste tipo de competição. Na minha opinião, cai nas quartas;
- Internacional: vai entrar motivado para tentar apagar o fracasso do Mundial de Clubes. Tem um bom time e com conjunto e um bom técnico (fez os melhores trabalhos nos brasileirões de 2007/2008/2009). Pode chegar nas semi-finais, talvez não vá mais longe pela perda de algumas peças. Na minha opinião, cai nas semi;
- Grêmio: o menos talentoso dos brasileiros, mas talvez o que mais sabe usar o fator casa, além de ter um antigo ídolo da torcida no banco. Por ironia, caiu no grupo mais fácil entre os brasileiros. Pode chegar nas quartas, o fator casa pode não ser suficiente para chegar em fases mais agudas. Na minha opinião, cai nas quartas em partidas dramáticas. Gostaria de ver um confronto em mata-mata contra o Internacional;
- Cruzeiro: tem um time muito consistente, que joga junto há um bom tempo, mas que peca na hora de ser incisivo para decidir, lembrando-se da final da Libertadores de 2009. Cuca tem a Libertadores engasgada após ele ter sido roubado pela arbitragem em 2004, isso pode ser um fator extra a motivá-lo. Pode chegar na semi. Na minha opinião, chega nas semi e será eliminado devido à falta de agressividade para decidir;
- Santos: o mais talentoso, caiu num grupo relativamente fácil, tem um bom grupo de jogadores e um técnico bom que necessita de títulos. É um dos grandes favoritos dessa Libertadores, por todo o investimento que rodeia a equipe. Tem MUITO time para chegar na final e fazer dois confrontos históricos com quem quer que seja. Na minha opinião, chega na final, mas não ouso em falar que será o campeão.
Vale lembrar que este blog sempre fará força para não cometer o famoso "pachequismo" de achar que todos os times brasileiros são favoritos contra quem quer que seja. Teremos times muito bons na disputa dessa Libertadores, como os sempre complicados times colombianos, o tradicional Nacional-URU, o bom time do Vélez Sarsfield, uma LDU que aprendeu a disputar a competição e um Estudiantes-ARG que, contornando o problema com Sabella, pode ir muito longe na competição, além de outros times que podem pintar como surpresa e Independiente-ARG e Peñarol-URU que podem se arriscar a recuperar o prestígio perdido.
Meu único lamento são as ausências de Boca Juniors-ARG, River Plate-ARG e São Paulo pelas históricas participações dessas equipes no torneio, mas muito provavelmente essas equipes não fizeram por onde merecer a vaga na importante competição continental.
Que comece e seja inesquecível...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Cautela é bom e eu uso
Realmente não sei o que esperar da nossa seleção sub-20 que disputa o campeonato sul-americano da categoria. Me intriga o futebol apresentado pelos garotos comandados por Ney Franco. Não discuto a capacidade do treinador, acho que ele fez bons trabalhos por onde passou apesar de não ter trabalhado num grande centro. A propósito, não considero trabalhar no Rio grande coisa, o torcedor é menos exigente e os times cariocas disputam e ganham menos competições de alto nível. Mas voltando...
Óbvio que temos bons jogadores e que eles podem melhorar ainda mais com o tempo, como são os casos de Lucas, Casemiro, Neymar e Diego Maurício, por exemplo. Mas me preocupa um pouco não termos ainda um goleiro que acompanhe o ritmo do time, que seja destaque também. É bom lembrar que isso não significa que o goleiro não se torne um monstro debaixo dos três paus e que os jogadores citados anteriormente não se tornem jogadores da estirpe de Denílson: talento preguiçoso.
Quero deixar claro que não acho o jogo contra a Argentina uma prova de fogo, visto que a Argentina é a maior campeã mundial da categoria mas nos mundiais pra valer não fazem cócegas há anos. Além do mais, nossos hermanos não passam o melhor dos momentos no futebol como um todo.
As seleções sub-20 não deveriam ser tratadas como futuro do futebol dos países que representam. São grandes laboratórios sim, mas não pra tanto.
O futebol que o Brasil tem apresentado é cativante, sem dúvida, em nenhum momento disse o contrário nas linhas acima, mas não tratemos esses garotos como campeões virtuais em 2014. Consideremos essa competição como um aprendizado a mais.
Óbvio que temos bons jogadores e que eles podem melhorar ainda mais com o tempo, como são os casos de Lucas, Casemiro, Neymar e Diego Maurício, por exemplo. Mas me preocupa um pouco não termos ainda um goleiro que acompanhe o ritmo do time, que seja destaque também. É bom lembrar que isso não significa que o goleiro não se torne um monstro debaixo dos três paus e que os jogadores citados anteriormente não se tornem jogadores da estirpe de Denílson: talento preguiçoso.
Quero deixar claro que não acho o jogo contra a Argentina uma prova de fogo, visto que a Argentina é a maior campeã mundial da categoria mas nos mundiais pra valer não fazem cócegas há anos. Além do mais, nossos hermanos não passam o melhor dos momentos no futebol como um todo.
As seleções sub-20 não deveriam ser tratadas como futuro do futebol dos países que representam. São grandes laboratórios sim, mas não pra tanto.
O futebol que o Brasil tem apresentado é cativante, sem dúvida, em nenhum momento disse o contrário nas linhas acima, mas não tratemos esses garotos como campeões virtuais em 2014. Consideremos essa competição como um aprendizado a mais.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Começar num bom momento
Escolho um bom momento para começar este blog. É um momento bem turbulento no futebol mundial, o que significa que é um momento apto para diversas análises e discussões, pois podemos estar em rumo a novos paradigmas do esporte bretão. Vou começar com a participação brasileira na rodada da pré-Libertadores, mas de forma mais específica:
É lógico que fiquei feliz com a eliminação alvi-negra. Não poderia ser diferente, sou ser-humano e torcedor de um rival, se fosse ao contrário, é óbvio que a mesma coisa aconteceria só que em direção vetorialmente oposta, futebol é isso. A passagem do Grêmio ficou de bom tamanho, por ser um time com muita tradição no torneio e o confronto contra o Internacional, que adquiriu tradição na competição, torna a Libertadores mais atraente por haver a iminência do confronto que faria o torneio pegar fogo. Essas são as considerações mais generalizadas, vou me ater à empreitada dos alvi-negros.
A eliminação teve uma faceta surpreendente, pelos alto salários do elenco alvi-negro, pela badalação vivida aqui no Brasil (em parte pelo "pachequismo" que aqui reina), pela IMENSA expectativa que a torcida sustenta na disputa da competição e pelo fato de nenhum time brasileiro ter sido eliminado nessa fase da competição desde que ela passou a ser disputada em 2005. Mas por outro lado, não é bem assim que funcionam as coisas. Tanto o Deportes Tolima quanto o clube alvi-negro ocupam a nona colocação no ranking de seus respectivos países feito pela Conmebol. Claro que o nono lugar no Brasil vale mais do que na Colômbia, mas isso visa mais o tamanho de seus times dentro de seus países. Mas a comparação fica mais obscura quando observamos a melhor campanha de ambos na história da competição: a melhor participação do Tolima foi chegar à semi-final em 1982, e a dos alvi-negros foi em uma semi-final em 2000. O Tolima precisou de 5 participações para tal feito, os alvi-negros precisaram de 9. Se analisarmos por esse espectro, quem passasse não poderia ser considerado zebra. O que tornou zebra foi o cotejo entre os investimentos que ambos os times fizeram, o dos alvi-negros, indubitavelmente, foi MUITO superior ao dos colombianos, aliás, se é que os colombianos investiram, posto que perderam diversas peças após a boa participação na Copa Sulamericana do ano passado.
A sanha dos alvi-negros em conquistar o torneio é devido aos seus rivais todos já terem pelo menos uma conquista, e isso acaba por pressionar todos os envolvidos. Um grupo de Libertadores é montado não com contratações, mas com o que se vive no dia-a-dia do futebol. As alegria, os traumas, as vitórias, as derrotas e, por que não, os empates formam o time com consistência de campeão de uma competição tão difícil. Um time com tal vivência não se desesperaria como os alvi-negros se desesperaram após tomar o primeiro gol na partida em Ibagué, ou jogaria com maior sabedoria a partida de ida na edição passada na eliminação contra o Flamengo, ou teria mais calma quando era mais time que o Palmeiras e poderia ter liquidado o jogo e por aí vai.
Não se montam times para temporadas, os times são montados de acordo com a história de cada clube.

É lógico que fiquei feliz com a eliminação alvi-negra. Não poderia ser diferente, sou ser-humano e torcedor de um rival, se fosse ao contrário, é óbvio que a mesma coisa aconteceria só que em direção vetorialmente oposta, futebol é isso. A passagem do Grêmio ficou de bom tamanho, por ser um time com muita tradição no torneio e o confronto contra o Internacional, que adquiriu tradição na competição, torna a Libertadores mais atraente por haver a iminência do confronto que faria o torneio pegar fogo. Essas são as considerações mais generalizadas, vou me ater à empreitada dos alvi-negros.
A eliminação teve uma faceta surpreendente, pelos alto salários do elenco alvi-negro, pela badalação vivida aqui no Brasil (em parte pelo "pachequismo" que aqui reina), pela IMENSA expectativa que a torcida sustenta na disputa da competição e pelo fato de nenhum time brasileiro ter sido eliminado nessa fase da competição desde que ela passou a ser disputada em 2005. Mas por outro lado, não é bem assim que funcionam as coisas. Tanto o Deportes Tolima quanto o clube alvi-negro ocupam a nona colocação no ranking de seus respectivos países feito pela Conmebol. Claro que o nono lugar no Brasil vale mais do que na Colômbia, mas isso visa mais o tamanho de seus times dentro de seus países. Mas a comparação fica mais obscura quando observamos a melhor campanha de ambos na história da competição: a melhor participação do Tolima foi chegar à semi-final em 1982, e a dos alvi-negros foi em uma semi-final em 2000. O Tolima precisou de 5 participações para tal feito, os alvi-negros precisaram de 9. Se analisarmos por esse espectro, quem passasse não poderia ser considerado zebra. O que tornou zebra foi o cotejo entre os investimentos que ambos os times fizeram, o dos alvi-negros, indubitavelmente, foi MUITO superior ao dos colombianos, aliás, se é que os colombianos investiram, posto que perderam diversas peças após a boa participação na Copa Sulamericana do ano passado.
A sanha dos alvi-negros em conquistar o torneio é devido aos seus rivais todos já terem pelo menos uma conquista, e isso acaba por pressionar todos os envolvidos. Um grupo de Libertadores é montado não com contratações, mas com o que se vive no dia-a-dia do futebol. As alegria, os traumas, as vitórias, as derrotas e, por que não, os empates formam o time com consistência de campeão de uma competição tão difícil. Um time com tal vivência não se desesperaria como os alvi-negros se desesperaram após tomar o primeiro gol na partida em Ibagué, ou jogaria com maior sabedoria a partida de ida na edição passada na eliminação contra o Flamengo, ou teria mais calma quando era mais time que o Palmeiras e poderia ter liquidado o jogo e por aí vai.
Não se montam times para temporadas, os times são montados de acordo com a história de cada clube.

Cena comum nas participações alvi-negras na Libertadores
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