Futebol Randômico

Futebol Randômico
A necessidade de um "blá-blá-blá" com futebol

segunda-feira, 21 de março de 2011

Qual o futebol moderno?

Acho engraçado parar pra analisar os últimos anos do futebol. No final dos anos 90 e início dos anos 2000 tivemos a emergência de alguns times europeus que realmente se configuraram com elencos bons e eram muito difíceis de serem batidos por quem hoje os bate e massacra. Exemplos é o que não faltam: a Lazio campeã italiana de 99/00 (na última rodada, por sinal); o Parma campeão da UEFA em 98/99; o Valência chegando em duas finais seguidas de Champions League nos anos de 2000 e 2001 e campeão da Espanha em duas oportunidades na década (coisa que dificilmente veremos nos anos 2010); o La Coruña beliscando um título nacional e o Real Sociedad quase beliscando outro; o Chievo surgindo como o "São Caetano" da Itália (demonstrando que, pelo exemplo citado, não foi um fenômeno restrito à Europa), enfim, uma infinidade de exemplos que posso fazer trocentos posts a respeito, mas que entender-se-à em breve o que se quer dizer. Esses clubes hoje fazem parte do segundo escalão de seus campeonatos nacionais e internacionais também.
Alguns foram por causa de uma boa geração de jogadores que simplesmente esgotou-se em renovação (coloco neste patamar o La Coruña, o Real Sociedad e o Valência), o time se iluminou uma temporada ou duas e pronto, basta!
Outros foram por causa de uma ENORME crise no futebol mundial. E quando enfatizo a condição de grandeza dessa crise, digo que ela fugiu do âmbito econômico e atingiu o âmbito de recursos humanos. Enquanto não havia nem dinheiro e nem talento, os times grandes se equipararam aos times pequenos, o que tornou a missão mais fácil. Lembro da contratação pela Internazionale do brasileiro Eriberto (ou seria Luciano?). Podia estar num bom momento, mas é óbvio que não tinha bola para ajudar a Internazionale. Coloco neste caso o Chievo.
O último caso eu reservei para o final. Outros clubes simplesmente pararam em decorrência de seus parceiros econômicos terem falido. De uma hora para outra deixaram de serem protagonistas em seus campeonatos e assumiram papel de coadjuvantes e até postulantes ao rebaixamento. Como o torcedor lida com essa mudança abrupta e radical de pretensões? Coloco neste caso os demais times citados, como Parma, Lazio e até a Fiorentina, que não havia sido citada mas que aqui aproveito para evocar.
Aqui encerro o post perguntando se o clube se torna uma empresa é tão vantajoso assim, se isso é proveitoso para o clube, o torcedor e a empresa. O futebol é para ser moderno? Digo mais, isto é futebol moderno?

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