Futebol Randômico

Futebol Randômico
A necessidade de um "blá-blá-blá" com futebol

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cautela é bom e eu uso

Realmente não sei o que esperar da nossa seleção sub-20 que disputa o campeonato sul-americano da categoria. Me intriga o futebol apresentado pelos garotos comandados por Ney Franco. Não discuto a capacidade do treinador, acho que ele fez bons trabalhos por onde passou apesar de não ter trabalhado num grande centro. A propósito, não considero trabalhar no Rio grande coisa, o torcedor é menos exigente e os times cariocas disputam e ganham menos competições de alto nível. Mas voltando...
Óbvio que temos bons jogadores e que eles podem melhorar ainda mais com o tempo, como são os casos de Lucas, Casemiro, Neymar e Diego Maurício, por exemplo. Mas me preocupa um pouco não termos ainda um goleiro que acompanhe o ritmo do time, que seja destaque também. É bom lembrar que isso não significa que o goleiro não se torne um monstro debaixo dos três paus e que os jogadores citados anteriormente não se tornem jogadores da estirpe de Denílson: talento preguiçoso.
Quero deixar claro que não acho o jogo contra a Argentina uma prova de fogo, visto que a Argentina é a maior campeã mundial da categoria mas nos mundiais pra valer não fazem cócegas há anos. Além do mais, nossos hermanos não passam o melhor dos momentos no futebol como um todo.
As seleções sub-20 não deveriam ser tratadas como futuro do futebol dos países que representam. São grandes laboratórios sim, mas não pra tanto.
O futebol que o Brasil tem apresentado é cativante, sem dúvida, em nenhum momento disse o contrário nas linhas acima, mas não tratemos esses garotos como campeões virtuais em 2014. Consideremos essa competição como um aprendizado a mais.

Um comentário:

  1. Eu acho que o Brasil deveria investir em suas categorias de base. Sabemos do aparato tecnológico, dos avanços da medicina esportiva, da super-estrutura dos centros de treinamento dos grandes clubes (acho que aqui estão SPFC, Santos, Inter e talvez o Cruzeiro... não sei bem). Esses meninos entram ali não só em busca de sonhos, mas como um verdadeiro investimento de suas famílias, para resolverem seus problemas materiais, CUSTE O QUE CUSTAR! Eis aí o grande problema, na minha opinião... Os pais, querendo explorar economicamente seus filhos; os empresários e o clube com sua sede inesgotável de dinheiro, muito dinheiro... e o pobre menino fica ali no meio, sendo pressionado de todo lado, enfeitiçado, sem orientação alguma! Ninguém está interessado naquele SER HUMANO em formação ainda, de maneira sincera, desinteressada e amorosa. Todos sugando! E o menino, deslumbrado, acaba metendo os pés pelas mãos logo cedo, encurtando sua carreira, se "perdendo" na vida... Ou seja, aqueles que deveriam se responsabilizar, orientar, acompanhar, acabam matando eles mesmos a "galinha dos ovos de ouro"! Os clubes deveriam ser mais inteligentes e EDUCAR esses meninos, além de treiná-los. Os pais, então, nem se fale... Mas eles às vezes não têm a mínima condição de fazer isso, pois também não são educados, inteligentes, cultos... O futebol deveria pegar o modelo das escolas profissionalizantes, como a do SENAI, que tem como matéria obrigatória a questão da ÉTICA, não se limitando a formar meros "operários", seja da área que for, mas sim, CIDADÃOS e SERES HUMANOS! Gostou da abordagem? :]

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